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domingo, 20 de outubro de 2013

Resenha - Queda de Gigantes


Olá leitores, hoje trago pela primeira vez neste blog uma resenha de livro, então, para começar bem esse quadro, analisarei um livro que considero indispensável para quem gosta de História e um bom ponto de partida pra quem não gosta. Estou falando de “Queda de Gigantes” do escritor e historiador Ken Follett.

Antes de começar quero (de novo) pedir desculpas por possíveis erros, pois nunca fiz uma resenha de livro antes (ok, na verdade tudo que eu estou fazendo aqui eu nunca fiz antes, então vou parar de pedir desculpas em todos os posts).

Para quem não sabe, “Queda de Gigantes” é o primeiro livro da trilogia “O Século”, que contará a história do século XX através de personagens que representam os arquétipos de pessoas que existiam em cada época (o aristocrata, a feminista radical, o sindicalista, etc). Este primeiro livro é focado na Primeira Guerra Mundial (também conhecida como “a guerra que todo mundo esquece porque a Segunda é bem mais interessante”), na Revolução Russa e nos eventos que levaram a ambas.

Apenas por esse resumo já é possível perceber que o livro tem uma proposta bem ambiciosa, pois, além de retratar um período de tempo longo (15 anos) de diferentes pontos de vista (no total são oito personagens espalhados por seis países), ele tem que ser fiel aos acontecimentos históricos e, ao mesmo tempo, contar uma história que cative o leitor. Neste ponto eu não ficarei enrolando e digo apenas que o autor consegue superar esses obstáculos com maestria, mantendo o equilíbrio entre a História e a narrativa com apenas alguns poucos deslizes.

Outro ponto do livro que merece destaque são os personagens que, apesar de serem arquétipos, não são bidimensionais e, mais importante, evoluem com o passar do tempo (destaque para Billy Williams e Grigori Peshkov), algo que, além de ser extremamente importante para qualquer personagem importante em um romance, exemplifica a mudança no pensamento e no modo de vida de determinadas classes sociais nesse período histórico.

Obviamente, o livro não está livre de problemas e possui alguns pontos negativos como o ritmo lento antes de começar a Primeira Guerra e até mesmo em alguns momentos durante a guerra (existe um motivo pra uma parte dela ter sido chamada de “guerra de trincheiras”) e alguns personagens com menos profundidade como o Conde Fitzherbert que, para mim, foi o mais sem sal do livro (entendo que a ideia foi mostrar a incompetência dos aristocratas ingleses da época, mas isso não muda o fato dele ser um personagem ruim).

Concluindo, Queda de Gigantes é um excelente livro tanto do ponto de vista histórico, quanto do ponto de vista literário e, apesar de não estar livre de defeitos, conseguiu superar as minhas expectativas, que já eram bastante altas por causa de seu conceito ambicioso.

Obs: não darei nota em análise de livros, pois os considero uma forma de arte bastante subjetiva (ok, acho que quase nenhuma resenha vai ter nota neste blog).

Mateus

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