Olá leitores, depois de um longo tempo com poucas postagens, finalmente estou de volta com o blog, porém tomei a decisão de alterá-lo totalmente e transformá-lo em um espaço onde falarei sobre cultura geek e entretenimento em geral (livros, musicas, filmes, etc), pois acredito que, com as postagens do meu canal, eu já trago um bom conteúdo de games.
Para inaugurar o blog, farei uma resenha de um álbum um pouco antigo que, apesar de desconhecido aqui no Brasil, tem uma grande importância para mim, pois foi um dos discos que fez eu virar um verdadeiro “viciado” em heavy metal e muitas de suas variantes. Estou falando do Oceanborn, segundo álbum da banda de symphonic metal Nightwish e um dos álbuns mais importantes da história desse subgênero do heavy metal (e, curiosamente, um dos mais underrated).
Lembrando aos leitores que eu nunca fiz uma resenha de um álbum antes, portanto já peço desculpas antecipadas por possíveis erros e imparcialidades (leia-se fanboyzisse).
Para começar esta análise, quero reduzir as impressões que eu tive deste álbum em alguns “termos-chave”: atmosférico, intenso, experimental e jovial.
Quem já conhece o trabalho do Nightwish certamente não ficou surpreso com o “atmosférico”, pois a banda sempre teve essa característica de criar um “feeling” único em suas músicas que se encontra em algum lugar entre o fantástico, o gótico e o surreal, sempre pendendo mais para um deles dependendo do album. No Oceanborn, a atmosfera pende bastante para o fantástico e o surreal com letras repletas de simbolismos e figuras de linguagem (Devil and the Deep Dark Ocean e Gethsemane são bons exemplos), e melodias que lembram a trilha sonora de um filme medieval, um efeito causado, principalmente, pelos teclados de Tuomas (que são muito usados nesse álbum) e a voz operática de Tarja.
O “intenso” se deve ao uso de elementos do Power Metal como alta velocidade das músicas e grande destaque da guitarra e dos já mencionados teclados, que, apesar de estarem excelentes, são usados excessivamente (The Riddler, Stargazers), acabando por ofuscar os outros instrumentos, algo que, pra mim, é um dos maiores defeitos do álbum.
O “experimental” e o “jovial” compreendem um mesmo aspecto do álbum que é o fato dele ter sido o segundo álbum do Nightwish e o primeiro com gênero definido (o Angels Fall First oscila entre o folk metal e o symphonic metal), portanto a banda não teve medo de ser criativa em algumas musicas (Moondance) e de cometer exageros que, na maior parte das vezes, foram para o bem (Passion and the Opera), mas, eventualmente, causaram problemas como os excessos de teclados já mencionados e alguns momentos que a voz de Tarja é forçada demais e fica na corda bamba que divide o canto operatico do grito (o melhor exemplo é Stargazers).
Concluindo: Oceanborn é, em minha opinião, um dos melhores álbuns já feitos pelo Nightwish e, apesar dos excessos técnicos cometidos em alguns pontos, tem um tipo de ousadia e inovação que só consegue ser alcançado por uma banda em seus primeiros anos de vida.
Obs: não darei nota nas resenhas de albuns, pois considero a música algo muito subjetivo para ser avaliado de forma tão exata.
Mateus

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